12 de fevereiro de 2010

Para os que não sabem o que são Redes Sociais

"Ocorre que redes distribuídas são sempre comunitárias, sempre locais – se tomarmos um conceito mais abrangente (e mais preciso) de local como cluster, abarcando socioterritorialidades ou comunidades.
A emergência de uma chamada sociedade-rede vem acompanhada de um processo de globalização do local e, simultaneamente, de localização do global. O futuro mundo das redes distribuídas – se vier – não será, como previa McLuhan, uma aldeia global, senão miríades de aldeias globais. A aldeia global midiática (e “molar”), de Marshall McLuhan, sugere o mundo virando um local. A sociedade-rede (“molecular”) –"
Não podem ser corporativas
"Afirmou-se acima que a rede já é a mudança porque ela é a possibilidade de exercício da democracia naquele sentido que John Dewey atribuía ao conceito: a democracia como modo de vida, a democracia na base da sociedade e no cotidiano do cidadão (e não apenas como forma de administração política do Estado ou regime político), a democracia comunitária, a democracia local. E, como se sabe, a democracia (nesse sentido “forte” do conceito) é “o que há”; quer dizer, é a única utopia que não aliena o indivíduo, remetendo-o a algum lugar no futuro. Sobre isso, pode-se dizer que quem precisa de utopia são as autocracias, não a democracia."
Porque “a ‘utopia’ da democracia é a política – uma topia – e não o contrário, ou seja, não se deve usar a política para objetivos extrapolíticos, como levar ‘as massas’ para algum lugar do futuro; e, na verdade, não se quer nada com a política a não ser que os seres humanos possam, aqui e agora, viver em liberdade, como seres políticos, participantes da comunidade política”.
"Uma rede – o que Guéhenno (1993) chamou de “idade das redes” e, depois, Castells (1996) chamou de “sociedade-rede”.
Entretanto, a rigor, a rede social existe desde sempre, ou seja, desde que existem seres humanos se constituindo como tais na relação com outros seres humanos. Ou seja, a rede social é o que propriamente se chama de social."
A sociedade não está se constituindo como uma sociedade-rede apenas agora. Toda vez que sociedades humanas não são invadidas por padrões de organização hierárquicos ou piramidais e por modos de regulação autocráticos, elas se estruturam como redes.
O que ocorre, atualmente, é que a convergência de fatores tecnológicos (como a fibra óptica, o laser, a telefonia digital, a microeletrônica e os satélites de órbita estacionária), políticos, econômicos e sociais está possibilitando a conexão em tempo real (quer dizer, sem distância) entre o local e o global e, assim, está tornando mais visível a rede social e os fenômenos a ela associados, ao mesmo tempo em que está acelerando e potencializando os seus efeitos, o que não é pouca coisa.
Isso não significa que as formas organizativas que queremos ensaiar em uma sociedade não possam também adotar voluntariamente o padrão de rede. Mas são duas coisas diferentes: uma organização territorial, setorial ou temática voluntariamente construída recebe o nome de rede quando seus integrantes (pessoas, grupos e outras organizações em rede) estão conectados entre si “horizontalmente” (ao contrário de como se organizam nas organizações hierárquicas ou em uma holding, por exemplo). "
"Mas a denominação de rede não se aplica adequadamente a muitos esforços voluntários de construir redes, que em geral apenas disfarçam uma organização centralizada ou com um número insuficiente de caminhos, na qual não podem se manifestar plenamente os fenômenos próprios da múltipla conexão em rede distribuída."
" Swarming — Uma pessoa, indignada com certo comportamento do governo, sentada, talvez, em um bar numa rua periférica da capital, começa a mandar mensagens por SMS (Short Message Service, também conhecido como torpedo”) para seus conhecidos, que as reproduzem por celular e por e-mail para seus amigos e, de repente, irrompe um movimento de milhões de pessoas que ocupam praças e ruas do país e mudam a conjuntura política nacional em poucas horas, alterando um resultado eleitoral tido como certo. Sim, foi o que aconteceu entre 11 e 13 de março de 2004 na Espanha, nas vésperas da eleição que levou Zapatero ao poder pela primeira vez. 
Outro exemplo: contra as opiniões dos grandes líderes políticos, de respeitados intelectuais e de famosos artistas e desportistas, 
intensamente veiculadas pela mídia, você dá sua opinião sobre uma questão que está sendo submetida a referendo a uma pessoa na fila de um banco. 
Daqui a pouco, passadas algumas horas, milhares de pessoas estão emitindo também suas próprias opiniões em todas as filas, dos pontos de ônibus aos salões de embarque nos aeroportos. O boca-a-boca se espalha e se amplifica pelo celular, ganha as listas de e-mails, os blogs e os sites de relacionamento na Internet. Em poucos dias, há uma reviravolta. O resultado esperado da consulta se inverte. Sim, foi mais ou menos o que aconteceu em 2005 no Brasil, na segunda metade da campanha do referendo sobre a proibição da comercialização de armas e munições.9 Swarming é, a rigor, a “produção” disruptiva de ordem emergente que pode se manifestar em um conflito que se dissemina e engaja seus contendores bottom up, por “contaminação viral”. 
“Não é uma organização hierárquica nem uma articulação centralizada ou descentralizada de instituições ou organizações formais. Em última instância, são “apenas” pessoas, conectadas em rede, que cooperam entre si para desenvolver os temas acima, compartilham voluntariamente seus conhecimentos, divulgam e aplicam os produtos que desenvolveram."
Espero que entendam o sentido das redes e não se tornem filhotes de ditadura nem amantes da inquisição. 
Esperamos sinceramente que a globalização seja isso e não o que estamos assistindo na blogosfera. 
E rezemos para que administradores de Blogs sejam contaminados pelo vírus das redes e as compreendam, não as inquiram com o intuido de centralizar pensamentos e ideologias...
Que elas voem livres e se disseminem no mínimo espaço do infinito... 
Novas visões
sobre a sociedade, o desenvolvimento
a Internet, a política e o mundo globalizado

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