13 de maio de 2013

Círculo de Sal



Redondo seu mundo.
Menor ainda, um círculo de Sal!
Um amigo, um casal
Moleque cantador
Que tão somente cantava
Enquanto ela girava no meio da roda
As crianças brincavam fora
As vozes eram fortes e graves
E ela dava voltas e voltas
Em torno de si, presa no campo
Fixa por âncoras sedutoras...
Ela girava pensando atravessar o tempo no compasso das horas.
Uma vez seu olhar percebeu seu amigo do lado de fora.
Não fazia mais parte do seu mundo.
Estava agora encantando estátuas canoras.
No meio da roda de sal redentora
Se sentiu solitária na terra
E não girava mais...
Então começou a crescer.
Foi subindo... subindo...
Indo... Indo...
Até a cabeleira verde tocar o céu
De lá viu seu pés enormes esparramados pela terra.
Viu também uma menina que se agarrava ao seu corpo com ganância de cigarra.
Diante de tamanha ousadia, seus surdos ouvidos se enterneceram com o som daquele canto agudo e irremitente, que acreditava chamar chuva.
Deslumbrada  ela viu sua alma do alto.
Girando... Rodopiando
Bailando nas ondas sonoras
Que Livre sobrevoava árvores

 Maria Tereza Penna

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