1 de março de 2010

Minha Terra tem Palmeiras Onde Canta o Sabiá

Projeto elaborado por Maria Tereza Penna

O município de Nova União localiza-se na região metropolitana de Belo Horizonte, distante 55 km da capital pela rodovia 381
(antiga 262).

A população de Nova União é predominantemente rural representando 75% dos mais de 7000 habitantes. O número de estabelecimentos rurais é de 378.
Os municípios circunvizinhos à Nova União, entre eles, Bom Jesus do Amparo, Caeté, Taquaraçu de Minas, Barão de Cocais, Santa Bárbara, e Sabará tornam a região um pólo de produção de Banana totalizando 2000 há com produção anual de 35000 toneladas.
Nova União se destaca como maior produtor de banana da região com uma área de 1200 há, sendo que 260 produtores dedicam a esta atividade, empregando direta e indiretamente mais de 2000 pessoas.
Vale ressaltar que Nova União é o maior fornecedor de banana nanica no CEASA de Contagem – MG, praticamente toda sua produção é comercializada nesta central. A produção anual de banana no município é de 18.000 toneladas.
Nova União está inserida em dois circuitos turístico de importância relevante para Minas Gerais: O Parnacipó ( Parque Nacional da Serra do Cipó) e o Estrada Real. Na grande maioria dos municípios pertencentes a esses circuitos, está presente uma generosa espécie vegetal da família das Palmae (Acrocomia aculeata) que é uma das maiores riquezas em termos de patrimônio e resgatedas tradições que o país possui.
Considerando-se as semelhanças existentes entre as palmeiras do gênero Acrocomia ao qual pertencem a macaúba, é natural que existam diferentes nomes regionais para designar tais palmeiras e que estes se confundam entre si como: bocaiúva, chiclete-de-baiano, coco-baboso, coco-de-catarro, coco-de-espinho, macacaúba, macaíba, macaibeira, macajuba, macaúba, macaúbas, macaúva, mucaia, mucajá, mucajaba.
Flores agrupadas em cachos de até 80 cm de comprimento, pequenas e amareladas, surgem de outubro a janeiro, transformando-se em um fruto redondo e liso, de coloração marrom- amarelada quando maduro. Polpa amarelada com uma amêndoa oleaginosa.
Soberba e exuberante na sua forma, além de ser apreciada como espécie ornamental, ela nos transporta a um mundo onde a descoberta e a delícia de extrair da natureza o que a mesma oferece de melhor, é realmente fonte de prazer e satisfação.
Do caroço se retira a gordura que é muito apreciada pelos moradores e do interior, o azeite com o qual as senhoras, sabedoras das práticas milenares, conservam conscientes, as mesmas técnicas de preparação e confecção de um excelente sabão artesanal.
A polpa que reveste as amêndoas dos cocos que estas palmeiras produzem é freqüentemente consumida in natura pelas populações locais.
Na culinária, é empregada na fabricação de doces, geléias e molhos para confecção de sofisticados pratos que certamente satisfarão as exigências dos mais apurados dos paladares e pode se tornar uma alternativa para atrair turistas de diferentes regiões que não poupam esforços para se deleitar com singulares regalias.
Além disso, dela pode-se extrair boas quantidades de óleo, que é destinado, principalmente, à indústria de sabões, sendo também empregado na alimentação de lampiões e na medicina caseira.
Pessoas vêm de longe à procura do azeite e se espalha a crença de que o mesmo evita a queda de cabelos e é eficiente sua atuação na restauração e nutrição do bulbo capilar.
O sabão é muito procurado por restaurantes e pousadas que possuem fogão de lenha, pois é um ótimo removedor de resíduos e fuligem.
O óleo transparente e incolor obtido a partir da amêndoa dos cocos, em especial da macaúba, que, além de possuir boa rentabilidade, é fino e comestível, podendo substituir perfeitamente o azeite de oliva.
Já existe estudos que comprovadamente autorizam seu uso na fabricação de biodísel, o que pode ser alternativa para obtenção de energia e geração de emprego e renda freando o surgimento de conglomerados de pobreza que se expandem dia a dia ao redor dos grandes centros.
O revestimento externo do coco que é bastante duro e espesso, parecendo osso ou marfim, é aproveitado na confecção de enfeites e de adornos artesanais, tais como anéis, abotoaduras, correntes, etc.
Suas folhas e fibras são transformadas em luminárias e arranjos ornamentais. Suas fibras podem ser reaproveitadas para confecção de papel artesanal, revestimentos e outros.
É uma opção de renda e orgulho para os que se dedicam ao aproveitamento de seus derivados.
Apesar de sua abundante frutificação e tantas outras qualidades, essas palmeiras brasileiras do gênero Acrocomia, selvagens e nativas, vêm sendo exploradas de forma rudimentar e doméstica, bem aquém de seus potenciais econômicos.
O cultivo da banana está tornando o “Macaúba" uma espécie em extinção o que precisa ser revertido agregando valor ao seu fruto, fibras e folhas.
Dar oportunidade e ampliar os horizontes de famílias que atualmente estão com dificuldades de se adaptar ao convívio social, pessoas com talento e potencial criativo é uma das metas a serem alcançadas.
Precisa-se criar multiplicadores e oferecer produtos de qualidade e novidades para se manter como fonte de emprego e renda, sem contar o potencial como biodísel que a espécie oferece.
Portanto a organização de grupos de trabalho e pessoas capacitadas é tão urgente para a preservação da espécie.
Não há nenhuma iniciativa para a preservação do Coco Macaúbas, ele é nativo da região. E os produtores queimam seu broto com óleo impedindo assim o surgimento de novas palmeiras.
A “Estrada Real, a região” do “Ciclo do Ouro” e o Parnacipó se tornaram roteiros Turístico de peso, mas muita coisa ficou para ser resgatada e que são imprescindíveis para a manutenção e preservação desse setor.


A proposta é viável, é real e capaz de gerar empregos e benefícios para 150 famílias se implantado seguindo as etapas definidas.

Dar oportunidade e ampliar os horizontes de mulheres que atualmente estão desempregadas ou com dificuldades de se adaptar ao convívio social, mulheres com talento e potencial criativo é uma das metas a serem alcançadas.

Não há nenhuma iniciativa para a preservação do Coco Macaúbas e ele é nativo da região e faz parte da preservação das matas ciliares.

Só agora, depois de um diagnóstico e mobilização de algumas pessoas da comunidade, se acordou para a riqueza dos nutrientes e poderes regenerativos da espécie.

A pequena área rural dos municípios que compreendem a região da grande BH, está se tornado um imenso conglomerado de pobreza por estar inserida na região metropolitana da capital mineira. E o projeto preserva uma das espécies nativas ameaçadas de extinção e que fazem parte da bacia do Rio das Velhas.
O produto é bem aceito pelas pequenas empresas da região, mas não existe mão-de-obra suficiente para confecciona-las.

Precisa-se criar multiplicadores e oferecer produtos de qualidade e novidades para se manter como fonte de emprego e renda, portanto a organização de grupos de trabalho e pessoas capacitadas é tão urgente para a região.

O município é importante centro Histórico e Cultural e existe um potencial turístico já que está inserido na Estrada Real, Circuito Parnacipó, entre outros e pode gerar emprego e renda para as pessoas envolvidas no projeto.



A extração rudimentar,e manipulação do óleo que é feita em tanfonas, por si só já é um interessante atrativo para turistas, mas o potencial de comercialização dos derivados está muito aquém do que poderá se tornar se esse projeto com apoio de entidades a associações locais for implantado na região.





Produtos confeccionados e pesquisados por Maria Tereza Penna para diagnóstico de aceitação no mercado pelos nativos que conhecem o potencial das propriedades terapêuticas e regenerativas da polpa e do óleo.




Projeto detalhado aguardando parcerias.
Contato: Maria Tereza penna
terezapenna51@gmail.com

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