25 de julho de 2012

Muita Ginga no Passo é Criatividade no Traço

  
Estudo para Gravura: Maria Tereza Penna
Há 15 anos atrás...
Creio que o tempo passou bem depressa e acumulou liberdade...
Não sou mais essa... A estrutura mudou

Esperava ainda por rever Caravaggio, mas para minha surpresa estava lá de Chirico.
Vou à São Paulo ver meu Irmão e aproveitarei para visitar Caravaggio.
Gostei mais de Chirico em 3D do que em 2D. Preferi as esculturas ao trabalho de pintura e desenho. Notei que na maioria das peças as pernas eram sempre curtas e corpo comprido onde abrigava grandes emoções arquitetônicas... Vi como o "Filho Pródigo" Se fazia presente e era enfática sua absolvição pela figura paterna. As mulheres eram contemplativas...
E então pensei: As pernas eram curtas para não irem muito longe e não precisar do perdão da culpa. Meu pensamento sorriu levianamente, pois eu não tinha a obrigação da crítica e sim a vantagem sem conpromisso.
Resolvi tirar estudos da gaveta para refletir.
Não são parte de novas ideias, mas um mergulho no tempo fazem você repensar...
Como você estava há  20 anos atrás... E começar a questionar: Como está seu traço hoje... Claro, basta você saber como você está dançando... Com mais liberdade e entrega...
Uma coisa tem tudo a ver com a outra. Se expor, requer segurança e certeza...
Requer habilidade e desenvoltura, e isso só se consegue com a experiência e o treino.
É chegada a hora de você se reconhecer no seu traço como você já se percebe no seu passo. Muita ginga e muita malemolência no Passo será certamente muita expressão e muita criatividade no Traço.

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