8 de janeiro de 2013

Ressurreição da Beleza.




O Pelicano (ave da ordem dos pelecaniformes, família Pelecanidae) não é uma ave que podemos chamar de elegante ou delicada.
Ele não sabe pousar, mas o voo é dirigível e certeiro.
O pelicano existe há mais de 40 milhões de anos, portanto está aqui bem antes de nós.
É um ancião.
Salvo raras exceções ele pratica uma dieta restrita aos peixes.
Carrega o alimento dentro de uma bolsa que está localizada entre o bico e o pescoço
Representa  a responsabilidade. O ato de manter a criação com o próprio corpo se preciso for.
Se não houver o que dar aos filhotes alimenta-os com o próprio sangue dizem os entendidos “Pelicanólogos”.
Sua imagem é usada e empregada nos bestiários e na Eucaristia como símbolo da Paixão de Cristo.
Auto- imolação
Piedade
Morrer em sacrifício!
Doar-se...
Algumas culturas adotam a prática como protesto para demonstrar o sofrimento da sua gente.
Há alguns anos, eu assisto atônita ao suicídio de índios e de pessoas ameaçadas pela crueldade da situação em que estão expostos.
O sacrifício de si, e não de outros iguais ou de outras espécies para contestar abusos, maus tratos ou a impossibilidade de uma sobrevivência digna.
Na maioria das vezes é praticado nas crenças animistas, onde se acredita na imortalidade, no renascimento ou reencarnação da alma.
Não ter amenizar as agruras alheias nos é atormentador quando se demonstra o sofrimento.
Pagamos um alto preço por nossas omissões e isso inclui a covardia de não fazermos parte do ritual.
Não é nossa tradição, não é a “nossa praia”.
Apenas surfamos com palavras ou gestos em Ondas de Murano.
Talvez essa catarse de sentimentos e sensações nos redima e nos abençoe no que podemos sem dúvida chamar de: Ressurreição da Beleza.

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MINHA FORTALEZA


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MESMO QUE ESTEJA EM OUTRA DIMENSÃO!!